Programação Funcional
Introdução A Programação Funcional tem raízes no cálculo lambda , formalizado pelo matemático Alonzo Church nos anos 1930, décadas antes da existência de computadores modernos. Sua primeira grande expressão em linguagem de programação foi o Lisp (1958), e o paradigma ganhou força prática com linguagens como Haskell, Erlang, F# e, mais recentemente, com a incorporação de recursos funcionais em linguagens multiparadigma como JavaScript, C# e Python. Princípios centrais Funções puras — dado o mesmo input, uma função pura sempre retorna o mesmo output, sem produzir efeitos colaterais (não altera variáveis externas, não grava em disco, não modifica o argumento recebido). Imutabilidade — os dados não são alterados após criados; em vez de modificar uma estrutura existente, cria-se uma nova versão com a alteração aplicada. Funções de primeira classe / funções de alta ordem — funções podem ser tratadas como qualquer outro valor: armazenadas em variáveis, passadas como argumento e retornadas por outras funções. Composição de funções — programas são construídos combinando funções pequenas em pipelines ( map , filter , reduce são os exemplos mais comuns no dia a dia). Recursão no lugar de laços mutáveis, já que, sem estado mutável, for / while tradicionais perdem o sentido em sua forma pura. Como não há estado compartilhado sendo alterado por múltiplas partes do código, o raciocínio sobre o comportamento do programa fica mais previsível — e a paralelização se torna muito mais segura, já que não existe o risco clássico de condições de corrida sobre uma mesma variável mutável. Exemplo // Exemplo de Programação Funcional em TypeScript type Produto = { nome : string ; preco : number }; const produtos : Produto [] = [ { nome : "Notebook" , preco : 3000 }, { nome : "Mouse" , preco : 50 }, { nome : "Teclado" , preco : 150 }, ]; // Função de alta ordem que retorna outra função (currying) const aplicarDesconto = ( percentual : number ) => ( preco : number ) => preco * ( 1 - percentual )