15 perguntas de segurança para quem está praticando vibe coding
Outro dia, vi nos stories do Instagram uma amiga pesquisadora contando que estava usando o Claude para ressuscitar uma plataforma criada anos antes por parceiros. Ela não é da área de desenvolvimento de software. O projeto estava praticamente parado. Não havia mais recurso para manter tudo como estava. Com a ajuda da IA generativa, ela conseguiu migrar serviços, reduzir custo, melhorar performance, redesenhar partes da experiência e voltar a implementar coisas que estavam no backlog havia muito tempo. Achei aquilo inspirador! Mas também um pouco assustador. Não por ela estar usando IA generativa. Pelo contrário: acho fascinante que pessoas que não programam profissionalmente estejam conseguindo recuperar autonomia sobre projetos que antes ficavam dependentes de verba, disponibilidade de terceiros ou uma fila infinita de prioridades. O ponto que me acendeu uma luz amarela foi outro: em certo momento da conversa ela comentou que o projeto tinha dados de usuários e pagamentos via Stripe . Antes de seguir, uma ressalva: eu não gosto muito do termo "vibe coding" . Vou usar o termo aqui porque ele pegou, e porque todo mundo entende mais ou menos o que ele quer dizer: criar software com muita ajuda de IA generativa, muitas vezes sem dominar profundamente a linguagem, o framework ou a arquitetura por trás do projeto. Mas o termo me incomoda porque parece diminuir a responsabilidade envolvida. Se você está criando código, alterando código e colocando esse código no ar, você é sim uma pessoa desenvolvedora. Talvez iniciante. Talvez insegura. Talvez dependente demais da IA generativa. Talvez uma pessoa desenvolvedora ruim ou medíocre, como todos nós somos em algum recorte. Mas é. E isso traz responsabilidades. Vibe coding em uma página pessoal é uma coisa. Vibe coding em um sistema com login, dados pessoais, áreas administrativas, arquivos, integrações externas ou pagamento é outra. E aqui existe uma tensão interessante. Eu trabalho com desenvolvimento de software há bastante